segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Noite de Natal


Noite de Natal
Noite e de paz e amor! Repicam os sinos,
Doces, harmoniosos, cristalinos,
Cantando a excelsitude do Natal!...
A estrela de Belém volta, de novo,
A brilhar, ante os júbilos do povo,
Sob a crença imortal.
***
De cada lar ditoso se irradia
A glória da amizade e da harmonia,
Em festiva oração;
Une-se o noivo á noiva bem amada,
Beija o filho a mãezinha idolatrada,
O irmão abraça o irmão.
***
Dentro da noite, há corações ao lume
E há sempre um bolo, em vagas de perfume,
Sob claro dossel...
Nascem canções e flores de mansinho!
Em édenes fechados de carinho,
De esperança e de mel.
***
Mas, lá fora, a tristeza continua...
Há quem chora sozinho, em plena rua,
Ao pé da multidão;
Há quem clama piedade e passa ao vento,
Ralado de tortura e sofrimento,
Sem a graça de um pão.
***
Há quem contempla o céu maravilhoso,
Rogando à morte a benção do repouso
Em terrível pesar!
Ah! como é triste a imensa caravana,
Que segue, aflita, sob a treva humana
Sem consolo sem lar...
***
Tu que aceitaste a luz renovadora
Do Rei que se humilhou na mangedoura
Para amar e servir,
Volve o olhar compassivo à senda escura,
Vem amparar os filhos da amargura,
Que não podem sorrir.
***
Desce do pedestal que te levanta
E estende a mão miraculosa e santa
Ao desalento atroz;
Para unir-nos no Amor, fraternalmente,
Desceu Jesus do Céu Resplandecente
E imolou-se por nós.
***
Vem medicar quem geme na calçada!...
Oferece à criança abandonada
Um velho cobertor;
Traze a quem sofre lúcida fatia
do teu prato de sonho e de alegria,
Temperado de amor.
***
Visita as chagas negras da mansarda
Onde a miséria súplice te aguarda
Em nome de Jesus.
Há muita crença enferma, quase morta,
Que só pede um sorriso brando à porta,
Para tornar à luz.
***
Natal!...Prossegue o Mestre, de viagem,
Em vão buscando um quarto de estalagem,
Um ninho pobre, em vão!...
E encontra sempre a cruz, ao fim da estrada,
Por não achar socorro, nem pousada
em nosso coração.
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Fonte: Livro Parnaso de Além Túmulo
Espírito: Carmen Cinira
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
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A todos desejamos um Santo Natal.
Que no ano de 2009 nossa fé se renove em cada dia
Pel'a direcção
Elda Silva

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Renovação Mental

O Fenómeno Espírita
Em todas as civilizações, o culto dos desencarnados aparece como facho aceso de sublime esperança.
Rápido exame nos costumes e tradições de todos os remanescentes da vida primitiva, entre os selvagens da actualidade, nos dará conhecimento de que as mais rudimentares organizações humanas guardam no intercâmbio com os "mortos" suas elementares noções de fé religiosa.
Aparições e vozes, fenómenos e revelações do mundo espiritual assinalam a marcha das tribos e das povoações do princípio.
No Egipto, os assuntos ligados à morte assumem especial importância para a civilização. Anúbis, o deus dos sarcófagos, era o guardião das sombras e presidia à viagem das almas para o julgamento que lhes competia no Além.
Na China multimilenária, os antepassados vivem nos alicerces da fé.Em todas as circunstâncias da vida, os Espíritos dos avoengos são consultados pelos descendentes, recebendo orações e promessas, flores e sacríficos.
Na Índia encontram nos "rakchasas", Espíritos maléficos que residem nos sepulcros, os portadores invisíveis de moléstias e aflições.
Os gregos acreditavam-se cercados pelas entidades que nomeavam por "demónios" ou familiares intangíveis, as quais os inspiram na execução de tarefas habituais.
Em Roma, os Espíritos amigos recebem o culto constante da intimidade doméstica, onde são interpretados como divindades menores.Para a antiga comunidade latina, as almas bem-intencionadas, que haviam deixado, na Terra, os traços da sabedoria e da virtude eram os"deuses lares",com recursos de auxiliar amplamente, enquanto que os fantasmas das criaturas perversas eram conhecidos habitualmente por "larvas",cuja aproximação causava dissabores e enfermidades.
Os feiticeiros das tabas primitivas eram nas civilizações recuadas substituídos por magos, cujo poder imperava sobre a espada dos guerreiros e sobre a coroa dos prínipes.
E ainda, em todos os acontecimentos religiosos que precederam a vinda do CRISTO, a manifestação dos desencarnados ou o fenómeno espírita comparece por vívido clarão da verdade, orientando os sucessos e guiando as surpremas realizações do esforço colectivo.
Com a supervisão de JESUS, porém, a marcha da espiritualidade na Terra adquire novos característicos.
Ele é o disciplinador dos sentimentos, o grande construtor da Humanidade legítima.
Por trezentos anos, os discípulos do Senhor sofrem,lutam,sonham e morrem para doar ao mundo a doutrina de luz e amor, com plena victória sobre a morte, mas a política do Império Romano reduz, por dezasseis séculos consecutivos, o movimento libertador.
Os séculos, contudo, na eternidade, são simples minutos e, em seguida às sombras da grande noite, o evangelismo puro surge, de novo.
Cristianismo - doutrina do Cristo
Espiritismo - doutrina dos Espíritos
Volta a influência do Mestre sobre a imensa colectividade humana, constituída por mentes de infinita gradação.
Homens por homens, inteligências por inteligências, incorreríamos talvez no perigo de comprometermos o progresso do mundo,isolados em nossos pontos de vista e em nossas concepções deficitárias, mas, regidos pela infinita Sabedoria,rumaremos para a perfeição espiritual, a fim de que, um dia, despojados em definitivo das escamas educativas da carne, possamos compreender a excelsa palavra da celeste advertência:-"vós sois deuses"...
Fonte: Roteiro
Espírito: Emmanuel
Psicografia Francisco Cândido Xavier